“Queremos continuar a merecer a confiança dos clientes”

Com origem no Funchal, na ilha da Madeira, o Grupo Alberto Oculista conta com uma história "rica" no setor da Óptica.

A propósito da abertura da mais recente loja - na Figueira da Foz - e da comemoração dos 30 anos da empresa, a revista ÓpticaPro fez uma entrevista aos responsáveis do Grupo, José Alberto e Miguel Caires, pai e filho, Nessa entrevista, espelham os seus segredos para tamanho sucesso e afirmam-nos que "não existe, nem nunca existiu, qualquer plano para saírmos da Região Autónoma da Madeira. Porém, estamos sempre atentos a eventuais apostas que sejam uma mais-valia para nós, assim como para os nossos clientes". A expansão para os Açores, Algarve, Moçambique e, mais recentemente, Figueira da Foz, reflete precisamente esta estratégia.


ÓpticaPro: Celebraram recentemente 30 anos de existência. Qual é o segredo para chegarem a este patamar cheios de “saúde”?

José Alberto Caires: O segredo são os valores e os princípios que serviram de alicerce para todo o trabalho desenvolvido nestas últimas três décadas: ética, transparência, qualidade, compromisso, integridade, eficiência, inovação e sustentabilidade.
OP: Contem-nos a história do Grupo Alberto Oculista.
JAC: Tudo começou numa loja modesta e de espaço muito reduzido. Aos poucos, e sempre prestando o melhor serviço possível aos clientes que tinha na altura, o crescimento foi natural e constante nos anos que se seguiram.
OP: Neste momento, possuem lojas na Madeira, Açores, Algarve e, há cerca de dois meses, abriram na Figueira da Foz. É vosso objetivo continuar a crescer?
Miguel Caires: A estratégia de crescimento tem sido sustentada através do trabalho diário e de oportunidades que vão surgindo. Não existe, nem nunca existiu, qualquer plano para o Grupo sair da Região Autónoma da Madeira. Porém, estamos sempre atentos a eventuais apostas que sejam uma mais-valia para nós, assim como para os nossos clientes.
OP: Trabalham com públicos muitos distintos, a nível geográfico. Quais as maiores diferenças que encontram entre os clientes de cada região?
MC: Curiosamente, as diferenças são muito poucas. Encontramos sempre clientes com um grau de exigência e satisfação muito elevados, independentemente da sua região. Os nossos clientes são daqueles que vieram para ficar. São bem recebidos e tentamos dar-lhes tudo o que precisam, não só na parte técnica, mas também a nível comercial.
OP: Têm também algumas ópticas em Moçambique. Que importância assume o mercado externo para a vossa empresa?
JAC: Moçambique constitui uma oportunidade de negócio. Uma oportunidade de crescer e de diversificar o nosso mercado. Quando fomos para lá, há cerca de 14 anos, antecipámos uma possível crise. Fomos com qualidade técnica e começámos a fazer trabalhos que lá não se faziam. Foi por isso que tivemos realmente sucesso.
OP: Mas acham que o futuro do setor da óptica passa pela internacionalização?
JAC: Os tempos não são economicamente favoráveis, devido à delicada situação do país. Desta forma, investir noutra nação pode representar a sustentabilidade da estrutura já existente. Tendo em conta que já temos um bom suporte em Maputo, temos conseguido ultrapassar os últimos desafios.
OP: Há cerca de um ano, passaram a pertencer ao grupo Opticalia. Quais as mais-valias desta parceria?
MC: Esta parceria “oferece” um maior apoio ao nível da comunicação e do marketing, permitindo-nos ter uma exposição mais abrangente dos nossos serviços.
OP: Consideram que o caminho é no sentido de os ópticos independentes se juntarem a grandes grupos de óptica?
MC: Pensamos que sim. A Opticalia, por exemplo, é um grupo que garante excelentes marcas internacionais exclusivas e a um preço atrativo. O estar presente nos ‘media’ é também muito importante, algo que seria difícil de realizar sem estar associado a um grande grupo.
OP: Afirmaram, em entrevista ao Diário de Notícias da Madeira, que o Grupo Alberto Oculista está entre os três principais ‘players’ desta área de atividade a nível nacional. O que sentem por estarem entre os melhores de Portugal?
JAC: Sentimos a responsabilidade e o compromisso de continuar a exceder as expectativas de todos os nossos clientes. Sempre nos pautámos por uma política completamente centrada no cliente. E quer isto dizer que é o próprio cliente que nos obriga a evoluir.
OP: Já agora, o que significou para vocês o prémio atribuído pela nossa revista, em 2012?
MC: O prémio atribuído por vós há cerca de dois anos, além de representar uma enorme alegria e um grande orgulho, é o reconhecimento e o resultado da satisfação dos nossos clientes e da dedicação dos nossos colaboradores. Esta distinção deve-se, sem dúvida, à qualidade do serviço que prestamos com o Grupo Alberto Oculista.
OP: Que mensagem gostariam de deixar aos vossos clientes e a todos os nossos leitores, vossos colegas de profissão?
JAC: Aos nossos clientes, queremos agradecer a confiança e a fidelidade demonstradas ao longo destes 30 anos, aproveitando esta oportunidade para expressar o sincero desejo e a firme determinação de tudo fazer para continuarmos merecedores desta confiança. A todos os colegas, transmitir a mensagem de que exerçam o sua profissão com o objetivo de superarem as expectativas dos clientes, mas sempre de forma leal e digna. Com a saúde visual não se brinca!

Já lá vão mais de 50 anos desde que José Alberto Caires começou a trabalhar com a Óptica. Hoje, juntamente com o filho Miguel Caires e o genro Miguel Correia, lidera o Grupo Alberto Oculista que emprega quase duas centenas de funcionários, em dezenas de lojas divididas entre a Madeira, Açores, Algarve, Figueira da Foz e Moçambique. Miguel Caires, um dos três sócios do negócio de família, está na Óptica desde que nasceu. Trabalha a tempo inteiro com o progenitor, o que vê como uma forma de “homenagear tudo o que o pai fez até à data, contribuindo também para criar valor para a empresa”.

 

← Voltar atrás